barreado

Quem já foi para a cidade de Morretes, na região litorânea do Paraná, provavelmente se rendeu aos encantos desse prato. Com origem nos tempos do Brasil Império e tendo sido servido nos tempos de mutirões para colheita e construções de igrejas e escolas, o barreado é hoje um dos maiores símbolos da gastronomia paranaense.

Para quem não sabe, trata-se de um cozido de carne bovina, que é preparado originalmente sem adição de água, em fogo muito baixo, em uma panela de barro cuja tampa deve ser "colada" com uma espécie de pirão de farinha, evitando, assim, que o vapor escape durante o processo de cozimento. É o que se chama de "barrear" a panela - e de onde tem origem o nome do prato.

Apesar de a receita ser bem simples, cuidados com o tempo de preparo e o tipo de carne devem ser observados para que o barreado fique na textura adequada. Você pode usar um ou mais tipos de corte, sendo os mais comuns patinho, peito, lombo-agulha ou paleta ou então apenas músculo traseiro.

Depois de cortada em cubos e temperada com alho, cebola, sal e pimenta a gosto, bacon, cominho e louro, a carne (junto com os ingredientes) deve ser despejada na panela de barro, preferencialmente. A mistura deve ser coberta com água. Quando iniciar a fervura, é hora de lacrar a panela com a mistura de farinha de mandioca e água.

Depois disso é ter paciência, já que o ideal é que a panela fique no fogo entre 10 e 12 horas, até que o ponto de a carne começar a desmanchar quando for tocada com o garfo. Para acompanhar, aposte na banana cortada em rodelas. Se desejar, você pode servir também arroz, farinha de mandioca e uma pimentinha. 

Outra curiosidade sobre esse prato é que a tradição popular diz que não se deve beber água na hora de comer o barreado (ou até 2 horas depois). A recomendação é apostar em uma cachaça pura ou aguardente de banana como aperitivo ou então em um vinho tinto potente ou suco de uvas.